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Ode à lapiseira


Necessário
critério para a
escolha.
Ela é
um laço,
um compromisso,
um objeto de estimação.
A lapiseira
se
mantém ao
longo
dos tempos.
Seu
rival,
o lápis,
é
paixão bruta,
violenta,
destrutiva.
Sua
função
é
registrar.
Para
permanecer eterno,
precisa não
cumprir sua
missão.
Se a
cumpre,
morre.
Destruído
pela
ânsia
de registrar
que o
consome.
Lapiseira
é
amor.
Durável.
Inútil
será
só em um
caso:
se ela
não for
alimentada.
Devemos
sempre
renovar a
carga.
Colocar
mais grafite
para
registrarmos
a história
que
continua.
Sempre útil.
Lapiseira
é
sempre útil.

Pilar-Cocar

Catedral Fortaleza Sé
Foto: Marcos Blaque

A via-crúcis em adornos
e vitrais. O branco ostensivo
e gótico da catedral.
Mas o pilar.
O pilar-cocar cristão
na Alta Sé,
Iracema presente até
no templo não-pagão como
sustentáculo da fé
e da espera.

A missa

Catedral Fortaleza Sé
Foto: Marcos Blaque

A Sé clama.
Burburinhos e ladainhas,
ladainhas e burburinhos.
O centro avança neurótico.
Ladainhas de dentro
e de fora da Catedral
sobem ao céu.
Mas só chegam a Ele
as que de dentro
escalam as paredes,
detalhe por detalhe gótico,
até a ponta das nuvens.

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