Há poesia em cada dia! Hoje é

O dicionário ilógico


Solstício.
Exsudando no quadrante sul
dos sonhos, no
corredor do dicionário ilógico.
Leio a palavra espremida
na lombada e lanço
ao mar e logo ao céu.
Lunações, lânguidas, lexicografias...
A origem do poema,
a origem do mundo,
a origem deste poema que é a origem deste mundo
                                                           [etimoilógico.
Supor, torpor, ulterior...
Que a resiliência me perdoe
porque é premente o
significado, o catalogado,
a substância. Rasgo as
páginas e colo os pedaços
do dicionário ilógico.

O amor termina com uma vogal


Véspera do Dia de Ano Bom
e o amor chega em italiano.
Aporta, perde-se, salva-se e
vai em frente
procurando a República.
Talvez mais novo,
talvez no meio do caminho
de sua vida,
quem sabe?
Mas vem procurando
o amor que termina
em consoante
para emprestar a sua vogal.
Vem começar um ano novo
colocando não um ponto,
mas uma vogal no final,
abrindo a palavra
enquanto fecha os lábios.

A dama


Rachel de Queiroz Praça General Leões Fortaleza
Foto: Marcos Blaque

O peso dos anos
não passam para o bronze.
Senhora. Sentada, e
ternamente na praça
de estátuas.
A seca não mais.
Ao céu em eterna sombra,
a vista das árvores
não envelhece com os dias,
não perde a serenidade
da visão. Mas aos olhos
do transeunte, traz a vista
a beleza dos passados anos.

Um bilhete para Davi Macedo


Davi, duvido que deixe
de ler este bilhete.
No aconchego
do fio da vida
toca o seu violão
e sente o arrepio
sensível do riso e
o arranhar ruim da saudade.
Arrancar sorrisos com
a força da pétala da flor
e beijar os ombros
como um abraço de amor.
Nós, Davi!
Nóis tudim por um mundo melhor!

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