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Os girassóis de Fukushima

Para este poema, gostaria de escrever uma pequena introdução. Para tanto, preciso falar de um grande ficcionista que infelizmente nos deixou: Moacyr Scliar. Durante muitos anos, o escritor gaúcho manteve uma coluna no jornal Folha de S.Paulo em que publicava o que ele denominou de 'crônicas ficcionais' - textos que ele criava a partir de alguma notícia que chamava a sua atenção no noticiário. Pois bem, encontrei uma notícia, cujo título reproduzo como link, que me chamou muito a atenção e tal como Scliar fazia com suas crônicas, utilizei-a como ponto de partida para o meu texto:


Pouco mais de cinco meses depois de um tsunami atingir o Japão e causar o vazamento radioativo que contaminou a cidade de Fukushima, a sociedade está se mobilizando e apostando na cura pela natureza. Mais de 8 milhões de girassóis foram plantados em áreas contaminadas para absorver as toxinas do solo na cidade. Mais de 80 mil pessoas tiveram que deixar suas casas sem saber quando (e se poderiam) voltar... (Clique na manchete para ler a matéria completa) Fonte: Site Greenstyle.






Os girassóis de Fukushima

Não se pode fazer nada.
Tomei medidas extremas e
nada.
Banhei teu corpo em mar e
nada.
Continuas irradiando,
sei que é tolice,
mas continua contaminando
meus olhos. Nada...
[Alarme]
Evacuei minha mente,
mas voltei, somente,
para te ver pura, semente,
em entrega ao lar.

A Arte do Pássaro II

Olá, pessoal!

Hoje temos mais um poema da série Viagem! O poema fala sobre um pássaro. Os leitores mais atentos devem ter observado que na foto da postagem anterior, o poema A busca ao bosque, temos um pássaro pousado em cima do banco circular (clique na foto para ampliar e olhe no canto inferior direito). Pois bem, o pássaro que aparece na foto nunca está realmente sozinho: um casal destes pássaros habita o Bosque Moreira Campos! Baseado nisto, escrevi o poema abaixo. Espero que gostem (P.S.: A Arte do Pássaro II ? E o I ? Outro dia falamos do texto I, rs):


(Fluvicola nengeta) Lavadeira-mascarada - Foto: Marcos Blaque

A Arte do Pássaro II

Pulula
nos lagos
e nos lugares.
Levada,
levita pelas
boulevards, bairros,
bosques abertos.
Leve e alva
leva o livre
companheiro
ao passeio.
Mas andar é albatroz,
Pombinho-das-almas,
e voar é gaivota!

A busca ao bosque


A busca ao bosque

É preciso circum-navegar
o bosque. Buscar as Letras,
semicírculos, círculos
completos e circunferências.

A vida está circunscrita
ao círculo do bosque, na
etérea busca da eternidade
em campos circulares.

O bosque é continente.
O bosque continua circunstante.
Basta apenas pousar o olhar,
basta somente aportar do périplo.

Nas fronteiras fantásticas
do sempre bucólico bosque,
uma nova fagulha de vida
cintila construindo sentidos.

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