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Ode ao Girassol


Ode ao Girassol

I.
Girassol, gira o corpo
de sua copa
para o céu e o sol
a pino acompanha.
Flor em movimento,
só enxerga a luz
que ilumina, mas também
ofusca as silhuetas
e forma sombras sinuosas.

II.
Girassol, ah se soubesse!
Soubesse dos pensamentos,
das coincidências e
das cores, como sei
do calor de sua terra
(e dos monólogos exteriores),
teria vaga ideia de
meus claros sonhos
(monólogos interiores).

III.
Girassol, pequeno deus sol,
não precisa só seguir
o sol, força sua, mas
com sua luz pode
sozinho iluminar a noite.
Um pouco menor do que
o céu, um pouco como o sol.
Poesia e flor,
pequeno farol.

IV.
Girassol, acordei e descobri que eu,
meio lírico, meio noturno,
um tanto quanto urbano,
ainda gosto de surpresas.
Vejo um jardim de rosas
e Pequenos Príncipes, aos montes,
amontoados a cativá-las,
mas sou pequeno poeta.
Descobri que apreciando o arrebol,
não quero saber de nenhuma rosa.
Minha flor bela é o Girassol!

Eclipse

Eclipse

Posso passar a noite
em claro, perdido
em sua pele escura,
e não anoiteço!

Ao contrário:
meu peito brilha
como a raiva que tenho
de não esquecer o teu rosto!

Alhures e Nenhures

Alhures e Nenhures

Basta um instante de lirismo:
Um dia a mais,
um dia a menos?
Quem sabe em alhures
encontro e troco o trinco
do meu olho. Enxergo
mais com o passar
do ferrolho em minha vista.
Ou, quem sabe, em nenhures
permanece só,
assobio final.

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