Há poesia em cada dia! Hoje é

RedeMoinho natalino

Olá, amigos.

Véspera de Natal e portanto a ocasião merece um poema especial, não é mesmo? Para mim, o Natal é o feriado mais significativo do ano. A foto abaixo mostra uma árvore feita de redes que foi montada na cidade de Fortaleza, o registro é do dia 27 de novembro. Devido a um problema de aquecimento nos refletores que a iluminavam durante a noite, ela pegou fogo no dia 01 de dezembro, mas foi reposta já no dia 06 deste mês. Boa metáfora, não? Natal não é (re)nascimento? Estar próximo de quem amamos para vencer as dificuldades? Pois bem, Feliz Natal para todos! Há poesia em cada dia!


Árvore de Natal feita com redes na Praça do Ferreira, Fortaleza - Foto: Marcos Blaque


RedeMoinho natalino

Foi em uma rede
que deitei e conectado
me enredei nas tramas
sociais, nos conjuntos
de luzes e tratei de luzir.
Qual fogo que
consome e forma
cinzas, as redes cerzidas
ressurgem, não cinzas,
mas coloridas, para mostrar
o que a mitologia popular
cearense tem de mais
fantástico: a renovação
da Luz desta Terra.

3º lugar no TopBlog 2011!

Olá, pessoal! Olhem a imagem abaixo!

Diploma de 3º melhor blog de Literatura do Brasil segundo o Júri Acadêmico


Esta postagem estava faltando, não é mesmo? No último dia 17 aconteceu a entrega do Prêmio TopBlog 2011 como avisara na postagem anterior. Participei da cerimônia e neste ano o Há poesia em cada dia ficou em 3º lugar! Terceiro melhor blog do país na categoria Literatura segundo o Júri Acadêmico. Um grande alegria para quem participou pela primeira vez este ano e já alcançou o Top3! O ano está terminando e este foi mais um presente que este espaço me proporcionou. Aguardem porque 2012 será um ano de muitas mudanças. Há poesia em cada dia!

Há Poesia no Top3!

Olá, amigos!

Estava faltando esta postagem. No último dia 29 saiu o resultado dos três finalistas de cada categoria do Prêmio TopBlog 2011 e o Há poesia em cada dia está entre eles! O blog é um dos três indicados pelo Júri Acadêmico na categoria Literatura! Obrigado a todos que votaram durante o ano inteiro pelo twitter ou por e-mail! A festividade e a entrega dos prêmios acontecerá este sábado, 17/12, em São Paulo, no Auditório da UNIP, Rua Vergueiro, 1211, Paraíso, às 19h! Qual será a posição do blog, hein? 3º lugar? 2º lugar? 1º lugar???!!?? Aguardem! Há poesia em cada dia!


(Veja a lista completa clicando na imagem!)

Saudações


Saudações

Às vezes me dá uma vontade maluca de te dizer ‘eu te amo’ como quem diz ‘bom dia’. Não, isso não é vulgar. Não é um ‘eu te amo’ como aquele ‘bom dia’ que nós dizemos para todo mundo, mas sim como aquele ‘bom dia’ que damos quando abrimos os olhos e vemos o dia mais bonito nascendo. Dizer ‘eu te amo’ não como quem diz da boca para fora, mas como quem respira. Suspirar ‘eu te amo’ quando estiver cansado para buscar mais força, tragar ‘eu te amo’ no final da tarde depois do trabalho, exclamar ‘eu te amo’ depois de ver uma foto ou dar uma olhada pela janela. Aquele ‘eu te amo’ que parece uma missão, vagamente lembra uma oração sincera e tem a força de um palavrão dito durante um jogo de futebol. O ‘eu te amo’ necessário, um ‘eu te amo’ de verdade e que quer sair a todo o momento. Um ‘eu te amo’ que não faz parte do dicionário porque está codificado em um idioma particular, não são todos que podem entender este ‘eu te amo’ marcado, datado, do tipo pessoal e intransferível.

Comédia

Comédia


Quando este texto se completar, provavelmente já estarei longe. Longe de tudo que conheço, longe de tudo que reconheço, longe de tudo que me acostumei. Quando este texto se completar, estarei em um mundo completamente diferente. Estarei "Dante" precisando de um "Virgílio" para me guiar. Não, Virgílio não. Estarei "Dante" precisando de uma "Beatriz" para me guiar. Não pretendo descer ao Inferno, pretendo ascender ao Paraíso...

Invocação ao Cocó

Olá, pessoal.

Como já sabem, estou publicando muitos poemas aqui que fazem parte da série Viagem - poemas dedicados a cidade de Fortaleza. Hoje postarei um poema muito especial dedicado ao Parque Ecológico do Cocó - nome dado em razão do Rio Cocó que atravessa o parque. O local é muito bonito, mas infelizmente tem sofrido com a especulação imobiliária e atualmente tramitam duas emendas que podem deixar o Parque ainda mais vulnerável a construções perto de sua área.

Neste exato momento (15h pelo horário de Brasília, horário brasileiro de verão, e 14h em Fortaleza), está começando a reunião da Comissão do Plano Diretor na Câmara Municipal de Fortaleza em que serão votadas as referidas emendas. Existe uma Petição Online em favor do Parque e das Dunas que o cercam e convido todos os leitores do blog e seguidores do twitter a assinarem a petição em http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N14680 ! Segue agora o poema! Há poesia em cada dia!

Parque Ecológico do Cocó, Fortaleza - Foto: Valcir Machado

Invocação ao Cocó

Meio mangue, muito meio
ambiente concentrado,
encharcado, vivificado
em meio ao caos vertical,
aos desejos imóveis.
Parque cada vez mais povo,
Parque cada vez mais ilha.
Pulsa, pulsa, pulsa
no coração verde,
coração isolado,
coração mangue da cidade.
Parque que é Rio,
que são as Dunas:
Parque da Fortaleza natural.

Tradutor de interiores


Tradutor de interiores

A criança capta
a pureza,
animaretrato,
que sei decor.

Colocou as cores,
caprichou
na nobreza e
captou o coração.

Somente um dragão
adormecido no mar
para rascunhar
as entranhas de um leão.

Breathtaking


Breathtaking  (ou meu único poema em inglês)


One Day, I had a dream
about an unknown sunset.
Then I came back to
my dreams…
I feel a blue smell
with a small
taste of white.
An orange feeling
overwhelms me when
I see that vision.
The vision was the key
to my doubts. Yes:
Because I had doubts,
not only questions.
But in my darkest feelings,
The sunlight comes over me.
A breathtaking sunset
rises in the shadows
of my memory.


Os girassóis de Fukushima

Para este poema, gostaria de escrever uma pequena introdução. Para tanto, preciso falar de um grande ficcionista que infelizmente nos deixou: Moacyr Scliar. Durante muitos anos, o escritor gaúcho manteve uma coluna no jornal Folha de S.Paulo em que publicava o que ele denominou de 'crônicas ficcionais' - textos que ele criava a partir de alguma notícia que chamava a sua atenção no noticiário. Pois bem, encontrei uma notícia, cujo título reproduzo como link, que me chamou muito a atenção e tal como Scliar fazia com suas crônicas, utilizei-a como ponto de partida para o meu texto:


Pouco mais de cinco meses depois de um tsunami atingir o Japão e causar o vazamento radioativo que contaminou a cidade de Fukushima, a sociedade está se mobilizando e apostando na cura pela natureza. Mais de 8 milhões de girassóis foram plantados em áreas contaminadas para absorver as toxinas do solo na cidade. Mais de 80 mil pessoas tiveram que deixar suas casas sem saber quando (e se poderiam) voltar... (Clique na manchete para ler a matéria completa) Fonte: Site Greenstyle.






Os girassóis de Fukushima

Não se pode fazer nada.
Tomei medidas extremas e
nada.
Banhei teu corpo em mar e
nada.
Continuas irradiando,
sei que é tolice,
mas continua contaminando
meus olhos. Nada...
[Alarme]
Evacuei minha mente,
mas voltei, somente,
para te ver pura, semente,
em entrega ao lar.

A Arte do Pássaro II

Olá, pessoal!

Hoje temos mais um poema da série Viagem! O poema fala sobre um pássaro. Os leitores mais atentos devem ter observado que na foto da postagem anterior, o poema A busca ao bosque, temos um pássaro pousado em cima do banco circular (clique na foto para ampliar e olhe no canto inferior direito). Pois bem, o pássaro que aparece na foto nunca está realmente sozinho: um casal destes pássaros habita o Bosque Moreira Campos! Baseado nisto, escrevi o poema abaixo. Espero que gostem (P.S.: A Arte do Pássaro II ? E o I ? Outro dia falamos do texto I, rs):


(Fluvicola nengeta) Lavadeira-mascarada - Foto: Marcos Blaque

A Arte do Pássaro II

Pulula
nos lagos
e nos lugares.
Levada,
levita pelas
boulevards, bairros,
bosques abertos.
Leve e alva
leva o livre
companheiro
ao passeio.
Mas andar é albatroz,
Pombinho-das-almas,
e voar é gaivota!

A busca ao bosque


A busca ao bosque

É preciso circum-navegar
o bosque. Buscar as Letras,
semicírculos, círculos
completos e circunferências.

A vida está circunscrita
ao círculo do bosque, na
etérea busca da eternidade
em campos circulares.

O bosque é continente.
O bosque continua circunstante.
Basta apenas pousar o olhar,
basta somente aportar do périplo.

Nas fronteiras fantásticas
do sempre bucólico bosque,
uma nova fagulha de vida
cintila construindo sentidos.

Blog Day 2011

A postagem de hoje faz parte das comemorações do Blog Day 2011! O Blog Day é um movimento internacional que consiste em fazer uma postagem indicando cinco blogs com conteúdo interessante e desta forma gerar uma corrente de sugestões e descobertas de novos blogs. Acredito que eventos deste tipo são muito interessantes e coloco abaixo a minha lista. Espero que gostem dos meus indicados. Há poesia em cada dia!


1. O primeiro indicado é o Passagens do poeta Eduardo Lázaro (com quem escrevi em parceria o último poema do blog, Helianto). Acompanho o trabalho de Eduardo há algum tempo e desta observação, de um rápido diálogo e de uma intensa troca de e-mails nasceu o poema que vocês leram na última postagem.

2. A vida com Logan é um blog fantástico! Flávio Soares decidiu transformar o seu cotidiano como pai de uma criança com Síndrome de Down (o garoto Logan) em um blog com tirinhas incríveis! A arte de Flávio é muito bonita e o blog também agrega notícias ligadas ao portadores da Síndrome. Imperdível!

3. O Todo Anjo é Terrível de Álisson da Hora também é uma boa pedida. Álisson é Mestre em Teoria da Literatura e o nome é referência a um trecho do grande poeta alemão Rainer Maria Rilke. Vale muito a pena passar por lá e conferir os poemas dele.

4. Outro blog bacana é Blog do Ricardo Novais. O escritor pertence ao coletivo literário O BULE, mas também mantém este ótimo projeto pessoal sempre com textos muito bem construídos. O autor está de parabéns e por isso é mais um dos indicados.

5. Fecha a lista o Mundo Leitor do estudante Bruno Cassiano. O blog é mantido quase que sozinho por Bruno e conta com postagens de textos de autores famosos e parcerias com autores que publicam na internet. Só o esforço de Bruno contra todas as dificuldades já vale esta mais do que feliz indicação.


Espero que tenham gostado e até o próximo Blog Day!

Helianto (com Eduardo Lázaro)

Olá, amigos.

O poema de hoje é um texto muito especial porque se trata de uma parceria inédita. Um texto escrito com o meu amigo poeta Eduardo Lázaro (do blog Passagens). Eduardo também mantém o perfil @dulazaro no twitter e foi por lá que alguns versos seus me chamaram a atenção e após uma rápida conversa firmamos uma parceria cujo resultado é este que poderão acompanhar agora. Gostaria também de anunciar que devido ao sucesso dos últimos poemas, alterarei o horário das próximas postagens. Hoje elas saem geralmente às 20h e agora sairão mais cedo, no início da tarde, por volta de 13h. Há poesia em cada dia!

Doze girassóis numa jarra (Vincent Van Gogh, 1888)

Helianto

Flaming flowers that brightly blaze...” (Don McLean)


Planto girassóis para ver Van Gogh,
compreendido na paleta dos sentidos,
dispostos à sorte, tempo que ergue.
Pesado é o véu da arte à tela vazia.

Persuado o pintor, será em vão?
Vincent, homem holandês,
nunca pintaria um único girassol
na corte de Luís XIV.

Versailles nem Château nenhum
há de ofuscar seu brilho sem igual.
Disposta ao deleite da espera, está.
Cavalete em pé, à janela aberta. 

Na certeza, vindoura, aguarda.
Amanhece e mostra
oportunidade renovada!
Ensina nesta luz, nos recria:

A vida que emana do calor
amarelo é apenas parte
da força contida no círculo
do ciclo da vida dos girassóis.

Nova Seção Poética

Olá, pessoal.


Hoje estou postando um poema que inicia oficialmente uma nova Seção poética aqui no blog. O nome dela será 'Viagem' e dois poemas anteriores já fazem parte dela: PragmáticaOde ao Girassol - poema recordista de acessos do blog em apenas um dia. Ela abrigará textos produzidos com uma temática: minha relação com a cidade de Fortaleza.


Não explicarei agora todos os motivos que me levaram a criar esta nova Seção ou como minha relação com Fortaleza aconteceu (afinal, como diria "Dom Pablo", não podemos explicar um poema melhor do quando o escrevemos), mas ao longo dos textos poderão perceber que formam um todo coeso e com um fio norteador muito claro.


Curiosamente, o poema a seguir ainda não fala propriamente de Fortaleza, mas dá uma ideia dos porquês desta nova temática que estou desenvolvendo e abre esta nova Seção. Espero que gostem:


Entardecer na cidade de São PauloFoto: Marcos Blaque



Preâmbulo Urbano


Agora vejo placas de ruas que nunca vi,
nas avenidas brotam flores drummondianas
que rompem o asfalto e a rotina.
Minha retina fotografa uma cidade
que não é mais cinza
nem sobre forte nevoeiro.
Encontro novas cores
ainda sem nomes
no pôr do sol.
Não habito mais nenhum
dos estados da federação,
acabo de decretar que
estou em estado lírico.

apontamentos

Uma brincadeira séria, meu momento Bukowski:


apontamentos

gosto do lirismo
contido em um pacote de bolachas
(sim, sou paulista
e não digo biscoito).
o pacote tem início
meio
fim
e ainda restam farelos,
migalhas para comer.
como migalhas de BOLACHA,
não como migalhas de AMOR-PRÓPRIO.
“velho Hank, amigo,
um café puro,
bem preto,
sem açúcar,
pra nós dois.”

Ode ao Girassol


Ode ao Girassol

I.
Girassol, gira o corpo
de sua copa
para o céu e o sol
a pino acompanha.
Flor em movimento,
só enxerga a luz
que ilumina, mas também
ofusca as silhuetas
e forma sombras sinuosas.

II.
Girassol, ah se soubesse!
Soubesse dos pensamentos,
das coincidências e
das cores, como sei
do calor de sua terra
(e dos monólogos exteriores),
teria vaga ideia de
meus claros sonhos
(monólogos interiores).

III.
Girassol, pequeno deus sol,
não precisa só seguir
o sol, força sua, mas
com sua luz pode
sozinho iluminar a noite.
Um pouco menor do que
o céu, um pouco como o sol.
Poesia e flor,
pequeno farol.

IV.
Girassol, acordei e descobri que eu,
meio lírico, meio noturno,
um tanto quanto urbano,
ainda gosto de surpresas.
Vejo um jardim de rosas
e Pequenos Príncipes, aos montes,
amontoados a cativá-las,
mas sou pequeno poeta.
Descobri que apreciando o arrebol,
não quero saber de nenhuma rosa.
Minha flor bela é o Girassol!

Eclipse

Eclipse

Posso passar a noite
em claro, perdido
em sua pele escura,
e não anoiteço!

Ao contrário:
meu peito brilha
como a raiva que tenho
de não esquecer o teu rosto!

Alhures e Nenhures

Alhures e Nenhures

Basta um instante de lirismo:
Um dia a mais,
um dia a menos?
Quem sabe em alhures
encontro e troco o trinco
do meu olho. Enxergo
mais com o passar
do ferrolho em minha vista.
Ou, quem sabe, em nenhures
permanece só,
assobio final.

Há poesia na Tradução!

Novidades! O ano de 2011 está sendo muito importante para mim porque este espaço já alcançou duas importantes marcas: dois anos de atividade e cem postagens. Quero então anunciar a vocês algo mais que oferecerei a partir deste mês. Mas antes quero apresentar também como surgiu esta ideia. Lá vai:


Outro dia estava conversando pelo twitter com a Denise Bottmann do blog Não gosto de Plágio (e também do Lendo Walden) e falávamos sobre tradução, mais especificamente sobre um poema de Thoreau e suas versões em português. Durante a nossa conversa, muito produtiva por sinal, tomei a decisão de postar aqui alguns exercícios de tradução que fiz há tempos e também retomar esta importante produção que ficou algum tempo em segundo plano.


Sempre gostei de 'brincar' de tradução, sobretudo em língua espanhola, e no passado frequentei um grupo que trabalhava especificamente com tradução de poesia. Ainda não sei que proporção isto tomará aqui no blog (ou mesmo se este espaço se revelará insuficiente para falar sobre o tema), mas começarei a usar esta plataforma também para este fim: mais uma função agregada ao motivo deste espaço.


Minha intenção não é a de compilar todas as traduções conhecidas de um determinado poema, mas sim de confrontar algumas traduções a que tive acesso e também apresentar as soluções que elaborei para aquele texto.


Espero que gostem de mais esta produção do Há poesia em cada dia!


Abraços.

Pragmática


Pragmática

Pois que ainda não é som,
ainda não é música.
Conheço-te como a poesia,
mostra-te toda forma.
Mulher conteúdo,
pessoa do discurso,
dona de grafemas
multiplicados em fonemas
que repetem a sua graça.
O nome e a graça,
o nome é a graça.
A graça do teu nome
é essa: não diviso teu corpo,
vejo-te pelas fontes.

I Sarau Literário via Twitter

No próximo sábado (11/06), acontecerá o I Sarau Literário Via Twitter! Idealizado, organizado e divulgado pelos tuiteiros Giselle Zamboni, Renan O. Pacheco e Daniele Freitas.


Há alguns meses, Giselle Zamboni (que já possuiu o blog Seres Coletivos) idealizou uma hashtag no twitter para abrigar a produção literária da rede, assim nascia o fluxo criativo #letras365 - inspirado no modelo internacional do #draw365 para desenhistas tuiteiros. Após meses de produção agrupada pela hashtag, surgiu a ideia de produzir um Sarau dentro do próprio Twitter: o #SARAULETRAS365 !


Como não poderia ser diferente, apoiarei esta iniciativa tão inovadora e já estou preparando textos especiais para serem colocados no momento do Sarau. Para quem quiser saber mais sobre o evento, favor ler a postagem do evento no blog da Daniele Freitas (clique aqui) - abaixo segue o convite deste grande momento coletivo! Há poesia em cada dia!


Livresco

Tão pouco cantadas, mas tão sublimes...



Livresco

Borges bebia bibliotecas
no chá das cinco.

Eu levo livrarias
nas bordas dos bolsos.

Escorregam pelos meus dedos
moedas e monografias.

A biblioteca é matrimônio,
a livraria é adultério.

Voluptuoso, possuo duas, três
em um mesmo dia.

A biblioteca possui admiradores,
a livraria possui peregrinos.

Vasculho tuas prateleiras móveis,
decoro teus detalhes volúveis,
observo as variantes do acervo e,
com algumas notas sobressalentes,
noto que posso furtar suas partes
para compor meu mosaico incompleto.

A biblioteca possui o meu amor,
a livraria me possui com a paixão.

"Há Poesia" no Prêmio Top Blog 2011 !

Creio que a grande maioria já ouviu falar do Prêmio Top Blog. Caso ainda não tenha, aí vai:

O Prêmio Top Blog premia os blogs mais destacados dentro de uma determinada categoria e de um perfil específico - o Há poesia em cada dia está cadastrado na categoria Literatura e no perfil Pessoal. A iniciativa recebe o apoio de várias instituições culturais e possui fases com votações para o público em geral e para um júri acadêmico.

Hoje começa a primeira etapa de votação na qual o público em geral dá o seu importante voto e venho aqui pedir a contribuição de vocês. Para votar, podem clicar no banner do prêmio que está no canto superior esquerdo da tela - acima de Textos anteriores - e que ficará o tempo todo da votação neste mesmo lugar. Agora ainda podem clicar na imagem abaixo que também os levará direto para a página de votação.

Há poesia em cada dia no Prêmio Top Blog 2011! Ajude e dê o seu voto!


Conduzir

Com este poema muito especial para mim, o blog alcança a marca de cem postagens. Obrigado a todos que contribuíram para o crescimento deste espaço - podem ter certeza de que outras centenas de postagens virão! Há poesia em cada dia!


Conduzir

Foi num choro de criança
que vi a importância
da educação.
Não para aplacar a lágrima,
mas para direcionar o espírito.
Foi com água e não com fogo
que forjei minha coragem.
Batismo de fogoágua.
O sal conservou o destino,
a criança criou o educador.

Poesia visual

Entre o real, o irreal e o surreal:


Poesia visual

O poeta perde, não poucas,
noites de sono, pensando
nela. Nomeia, poetiza,
namora, noiva, particulariza.
Até o dia em que
a poesia não nos poupa o impacto
do Real. Pena,
a poesia era melhor que a imagem.

Mitologia e Etimologia

Mitologia e Etimologia


Imaginativo,
subi as montanhas
apenas com o olhar,
tão lívido quanto o solo.
Nos cachos da árvore
nova, no topo do Jardim,
colhi os frutos da imaginação
tão negros quanto os
pensamentos turvos.
Raiva,
fúria,
força
e tristeza.
Sob o emblema da Guerra
enterrei o meu querer:
branco como papel,
branco como pele macia.

Roteiro

Será que nós escrevemos o script assim?


Roteiro

Aquela imagem ficou guardada
na memória, tão guardada que,
erroneamente,
virou uma reminiscência.
Desde pequeno aprendi:
Não existe um final feliz para o poeta.

As vantagens do vagar

Fugindo da pós-modernidade:


As vantagens do vagar

Veja:
do início ao fim, lento.
Fora do mundo
energético
prefiro as vantagens
do vagar.
Ainda falo o idioma
galego
porque estou vagando
pela língua.
Movimento vagabundo
(vagamundo?)
virado do avesso
eu avanço
tal qual América aberta,
venosa,
exposta pelo guardião
Galeano.
Prefiro as vantagens
do vagar.

Vigília

Para ler antes de dormir:


Vigília

Morfeu não me abraça,
Morfeu me ataca.
Morfeu me nocauteia
enredando-me em sua teia,
suas tramas de sonhos,
e embarco no sono
a ver navios
(Knock Out)
no cais até
fugir (furta cor)
do espectro no prisma
do inconsciente.

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