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A ponte

Continuando a série Recanto Risonho - sobre a cidade de Itanhaém:


A ponte
para Sertório Domiciano da Silva

Vai flutuando no esquecimento
o barqueiro do Hades. Só Caronte
rema e não enlouquece defronte
do rio de lágrimas e lamento.

O velho Sertório, o tabacudo,
um caiçara de uma terra distante,
olha, rema e aproveita o instante:
sempre usando a alma como escudo.

Rios diferentes. Itanhaém
manso e vivido; Aqueronte,
mítico, cuja fama o mantém

vivo como o óbolo de Caronte.
Mas Caronte é apenas caminho,
Sertório é mais – ele é a ponte.

2 comentários:

isabel maria disse...

Poema-mitológico muito bem construído. Gostei da metáfora ...usando a alma como escudo...lindo.
Obrigada pela permissão de leitura.

Marcos R. B. Lima disse...

Olá Isabel,

Muito, muito obrigado pelas lindas palavras.

Abraços!

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