Há poesia em cada dia! Hoje é

Alfazemas

Um poema escrito há muito tempo. Tempo agora bem distante, simples: menos crítico, mais ingênuo.


Alfazemas

Trago de volta a rua
que é jardim. Vejo ao
longe as Alfazemas brotando,
cor em dor, como o jardim
da juventude que um dia
foi minha e hoje não é.

O perfume das flores sobe
inebriando e mostrando o tom.
Livre do jardim de concreto,
a Alfazema foge, mas
ainda presa ao mundo das
convenções e responsabilidades.

Feitas para o jardim foram
as Alfazemas formadas e
desta forma foram crescendo
como cálices de primavera.
As Alfazemas são tradicionais,
fortes e seguras de si.

A Alfazema acordou mudada.
O perfume arrefeceu diante
do inexorável. As pétalas
acenavam a mudança de
estação. Findava a primavera.
A Alfazema mudou de lar.

2 comentários:

Bianca Briones disse...

Oummm! Que lindo. Mudanças sempre são necessárias. Adorei a poesia.

Ah... Tem selinho para você aqui: http://redoma-de-cristal.blogspot.com/2010/05/novos-selinhos.html

Beijo.

Marcos R. B. Lima disse...

Olá Bianca,

Obrigado pelo comentário e pelos selos.

Beijos.

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