Há poesia em cada dia! Hoje é

Reis

A observação do cotidiano e dos movimentos rotineiros é carregada de objetos interessantes.


Reis


O primeiro golpe é leve,
cheio de ternura.
O segundo ainda é calmo,
quase imperceptível.
Mas a sucessão de
afrontas continua e muda
o ritmo dos próximos golpes.
Rápidos, desferidos com
precisão e fobia, deixam-na
nua.
Nua e no chão,
para ser guardada,
empacotada.
Mais uma vez.
Mais uma vez,
sob o signo de Janeiro,
ela tomba. Desfeita,
desnudada. Assim tomba
a última Árvore de Natal.

2 comentários:

Dani disse...

Oh, muito bonita o poema, o que me faz lembrar que apesar de já ter passado o carnaval, a minha árvore natal ainda permaneci em minha sala montada.

Marcos R. B. Lima disse...

Olá Dani,

Muito obrigado pelo comentário! E cuidado com os golpes na sua árvore que tomba sob fevereiro. Volte sempre, pois é um prazer saber que acompanha o blog.

Abraços.

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