Há poesia em cada dia! Hoje é

Bodas de Prata

Como diria Cazuza, "o tempo não para (agora, infelizmente, sem acento)"...


Bodas de Prata

Bodas de Prata
são vinte e cinco
anos de vida
compartilhada.

Bodas de Prata
é uma festa
de casamento,
um ritual.

Bodas de Prata
é a passagem
do tempo pelos
olhos atentos.

Bodas de Prata
são vinte e cinco
anos, casado,
eu com a vida.

Reis

A observação do cotidiano e dos movimentos rotineiros é carregada de objetos interessantes.


Reis


O primeiro golpe é leve,
cheio de ternura.
O segundo ainda é calmo,
quase imperceptível.
Mas a sucessão de
afrontas continua e muda
o ritmo dos próximos golpes.
Rápidos, desferidos com
precisão e fobia, deixam-na
nua.
Nua e no chão,
para ser guardada,
empacotada.
Mais uma vez.
Mais uma vez,
sob o signo de Janeiro,
ela tomba. Desfeita,
desnudada. Assim tomba
a última Árvore de Natal.

Lobo

Mais um texto em homenagem aos personagens que de alguma forma fizeram parte da história de Itanhaém. O personagem a seguir não só fez parte da história da cidade, bem como também fez parte da infância de muitos: Carlos Miranda, o Vigilante Rodoviário.


Lobo

para Carlos Miranda

Já fui Rei, mas hoje sou animal.
Brasileiro! Televisores vivos
na memória trazem ilustrativos
vigilantes da estrada nacional.

Atuava um certo Carlos Miranda,
ator iluminado, companheiro
dedicado que foi fiel parceiro
deste canino que conta e anda.

Conto e afirmo: fiz a minha parte.
As motocicletas firmes no chão
ajudam e revelam a missão.

Assim como a vida imita a Arte,
vejamos o seriado diário:
nosso Vigilante Rodoviário!

Balada do Andarilho da Lua

Assisti ao documentário "This is It" no Dia de Finados do ano passado. Anteriormente, nunca tinha visto um filme ser aplaudido de pé por todos presentes na sala de cinema. Uma pequena homenagem:


Balada do Andarilho da Lua
para Michael Jackson

A curva lunar acentua
o tempo leve pelo espaço,
negrobranco, segue e flutua
a dança ritual e o passo
desliza firme pela lua,
inversamente, e o errante
espírito jovem situa
tua brilhante alma viajante.

Criaste uma Terra, rua
de sonho, pueril pedaço
da infância que só recua
o tempo pro Nunca: fracasso
dos homens, inútil pra sua
genialidade marcante,
o tempo é a fortuna nua –
ser torturante e elegante.

Mas a verdade pura, crua,
é que a vida passa um traço
entre as pessoas. Atua
com força mudando o compasso
dos homens. Ela continua
dura, jornada consciente,
vil e injusta, mas perpetua
nossa vertente mais valente.

Antes que a balada conclua,
agradeço sim ao contente
homem, Andarilho da Lua,
por me fazer resiliente.

Há poesia em 2010!

Olá,

Já estamos em 2010! Um ótimo ano para todos e, como prometido, estou retomando o blog com força total e novidades. A primeira delas é a criação do Twitter do Há poesia em cada dia! Agora vocês podem me seguir em:

O twitter contará com as atualizações que fizer aqui e alguns aforismos e ideias que poderão até virar poemas mais tarde e parar no Blog. Agora pretendo mais do que nunca manter o ritmo das postagens. Amanhã postarei o primeiro poema de 2010.

Abraços.

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